O que há por trás das tábuas da lei em A Descoberta do Céu, de Harry Mulisch

 


"A Descoberta do Céu" é um romance épico do escritor holandês Harry Mulisch, publicado em 1992. Considerado por muitos como a sua obra-prima, o livro aborda temas como a amizade, o amor, a religião, a história, a arte, a ciência e a política, em uma trama que envolve uma missão divina, um triângulo amoroso e uma conspiração mundial.


O sucesso do livro despertou o interesse da indústria cinematográfica e foi adaptado para o cinema em 2001, pelo diretor holandês Jeroen Krabbé, com Stephen Fry, Greg Wise e Flora Montgomery nos papéis principais. O filme recebeu críticas mistas, sendo elogiado pela fotografia e pela trilha sonora, mas foi criticado pela duração excessiva e pela simplificação da trama. 


O livro é dividido em quatro partes, cada uma com um subtítulo que remete a um dos quatro elementos: terra, água, ar e fogo. A primeira parte, "A Arca de Noé", narra o encontro e a amizade entre dois homens muito diferentes: Onno Quist, um político rebelde e erudito, e Max Delius, um astrônomo mulherengo e filho de um colaborador nazista. Os dois se apaixonam pela mesma mulher, Ada Brons, uma violoncelista talentosa, que fica grávida sem saber quem é o pai. Um acidente de carro deixa Ada em coma e seu filho, Quinten, é criado por Onno e Max, que se tornam inseparáveis.


A segunda parte, "O Dedo de Deus", revela que a concepção de Quinten foi orquestrada por um anjo, que tem um plano para usar o menino como um instrumento para devolver as tábuas da lei ao céu. As tábuas da lei são as pedras onde os Dez Mandamentos foram escritos por Deus e entregues a Moisés no monte Sinai. Elas foram roubadas pelos romanos e levadas para Roma, onde ficaram escondidas por séculos. O anjo acredita que a humanidade se afastou de Deus e que é preciso encerrar o pacto entre eles, antes que seja tarde demais.


A terceira parte, "O Calcanhar de Aquiles", acompanha a infância e a adolescência de Quinten, que cresce com uma inteligência e uma curiosidade extraordinárias. Ele desenvolve uma obsessão pelas tábuas da lei, sem saber da sua origem e do seu destino. Ele também se interessa pela arquitetura e pela astronomia, e descobre que há uma relação entre os monumentos antigos e os movimentos celestes. Ele decide fugir de casa e viajar pela Europa, em busca das pistas que o levem às tábuas da lei.


A quarta e última parte, "O Reino dos Céus", é a mais surpreendente e dramática. Nela, Quinten consegue encontrar as tábuas da lei, mas também se envolve em uma série de eventos que colocam em risco a sua vida e a de seus pais. Ele descobre que há uma organização secreta que quer impedir que ele cumpra a sua missão, e que há uma conexão entre o seu nascimento e a queda do Muro de Berlim. Ele também se depara com o mistério da sua paternidade, e com a escolha entre o amor humano e o amor divino.


O livro é uma obra de fôlego, muito bem desenvolvida, que com certeza demandou muito tempo e trabalho. É uma bela obra literária que mistura ficção e realidade, mito e história, ciência e religião, em uma narrativa envolvente e complexa. O autor demonstra um domínio impressionante de diversos campos do conhecimento, e cria personagens memoráveis e multifacetados. O estilo do autor é rico em referências culturais, metáforas, ironias e humor, mas também em emoção e suspense. O tema abordado é o da busca pelo sentido da existência, tanto individual quanto coletiva, e o da relação entre o homem e o divino, entre o livre-arbítrio e o destino.


"A Descoberta do Céu", de Harry Mulisch, tem 912 páginas, aborda temas variados e complexos, e demonstra um domínio impressionante de diversos campos do conhecimento. É um livro que requer muita atenção e paciência do leitor, mas que também oferece muitas recompensas.


O livro é indicado para os leitores que gostam de romances históricos, filosóficos e fantásticos, e que não se intimidam com a sua extensão e profundidade. O livro tem 912 páginas, e é classificado como literatura adulta, contendo cenas de violência, sexo e drogas. O livro foi adaptado para o cinema em 2001, pelo diretor holandês Jeroen Krabbé, com Stephen Fry, Greg Wise e Flora Montgomery nos papéis principais.


Algumas citações do livro que ilustram os seus pontos fortes são:


- "A história é a guerra do tempo contra o espaço, e o espaço vence sempre." (p. 25)

- "O amor é a única coisa que pode fazer com que duas pessoas se tornem uma só, mas também pode fazer com que uma pessoa se torne duas." (p. 156)

- "Deus não existe, mas ele está em toda parte." (p. 287)

- "O céu é o lugar onde tudo o que não aconteceu acontece." (p. 456)

- "A vida é um sonho, mas um sonho do qual não se pode acordar." (p. 712)


Livrotematica

Fontes de consulta:

(1) A Queda do Céu - Davi Kopenawa e Bruce Albert - Resenhando Sonhos. https://resenhandosonhos.com/a-queda-do-ceu-davi-kopenawa-bruce-albert/.
(2) Resumo - A queda do céu - Mais comentadas - 1 - SKOOB. https://www.skoob.com.br/livro/resenhas/516446/mais-comentadas/.
(3) Resenha :: A História do Universo para Quem Tem Pressa. http://www.clubedofarol.com/2018/12/resenha-historia-do-universo-para-quem.html.
(4) Resenha Queda do Céu - UFPA. https://periodicos.ufpa.br/index.php/ethnoscientia/article/download/10238/pdf.

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